sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dias contados.

"Após estes meses todos sem te sentir, sem saber o que fazer , deixar-te para que fosses feliz sem mim, os dias continuam a amanhecer igual aos demais dias, mas com uma infinidade de coisas diferentes nas entrelinhas.
Os teus dias, mudaram os meus dias. "

Happened.




sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Não saber

"Trancar o dedo numa porta, dói. Bater com a cabeça na quina de uma mesa, dói. Mas o que dói mesmo, é a saudade. Saudade do gosto que nao se saboreia mais. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Podias até ficar na sala e eu no quarto, sem nos vermos, mas sabiamo-nos lá. Podias ir para o dentista e eu para a escola, mas sabiamo-nos onde. Podias ficar o dia sem me ver, eu o dia sem te ver, mas sabiamo-nos amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade, é não saber. Não saber se ele continua a usar o mesmo perfume. Não saber se frequenta os mesmos sitios, se evita as mesmas pessoas. Não saber se ele tem cuidado de si. Não saber se ele deu a mão a alguém. Não saber se ele quer outra pessoa. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos. Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento. Não saber como secar as lágrimas diante uma música. Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é aquilo que senti enquanto te escrevia isto, e provavelmente o que estas a sentir ao leres (...)"

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A última gota.

Somos uma gota de água num oceano. Mas o oceano não estaria completo sem a última gota.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

love passenger

Quando andamos distraídos há sempre aquele bandido estupido que nos ataca, que nos distrai, que nos rouba o pensamento. No fundo, até nos trás uma boa sensação: conforto, desejo, carinho. A cabeça fica direccionada para uma unica direcção, tal como o coração. E quando não há nada para fazer, o tempo é preenchido pelo pensamento. Surgem as musicas romanticas, os textos um tanto ou quanto pirosos, a expressividade no olhar. Mais tarde, os encontros, os gestos marcantes, o beijo ideal. Por fim, o desfecho da história. E quando esse bandido volta a atacar, apercebemo-nos que foi uma viagem sem movimento, uma ilusão que não deixa arrependimento, mas sim nostalgia. É amor passageiro.

sexta-feira, 25 de março de 2011

desconforto da dor

É tão fácil dizer que está tudo bem, que a chuva não me molhou, que o vento não me levou, que não senti frio, que não faltei aos meus compromissos. Que chorei, apesar de não sentir dor. Mas no fundo minto. Sinto necessidade de ocultar a dor, ela é uma lição que nunca quis aprender. Mas a dor, não é totalmente minha, ela vem da dor que sentes, e me transmites por te fazer senti-la. Gosto demasiado de ti, e mais do que gostar de ti, gosto de nós. Mas por vezes, gostar só não chega. A dor não desaparece, não torna o amargo no doce. Ela permanece, lenta, triste, feroz e teima em não passar (...)
Percorro a tua estrada na esperança que este aperto passe, mas perco-me dentro de ti; cada lágrima no teu rosto, deixa-me desconfortável; quando te escondes, eu grito para o mundo; quanto estás longe, sou estátua. Somos duas mentalidades idênticas e dois futuros cruzados.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Memories

Sinto saudades. Supostamente devia sentir saudades de algo ou alguém. Mas não. Sinto saudades de mim. Talvez de ti também, ou de nós. Sinto, em suspiros de querer matar saudade, a solidão que permanece em arrepios do vento, tão só, tão frágil e frio. Sinto uma dose de pretérito em mim, que trazia muito de ti. Mas nós não mudamos, mudam-nos. A tua ausência tão nua e tão crua fez-me esquecer todo o sangue derramado em lágrimas por ti. No fundo, a saudade é tudo o que vive em mim. A saudade completa o vazio que ficou. A saudade fez-me divagar na imensa vontade que outrona tinha de te abraçar. A saudade ficou no silêncio constrangedor em que não me disses-te o que te segredava o coração. Afinal, a saudade é apenas um rascunho do que eu era e não o medo de não voltar a dar-te de mim. Hoje descubro que não eras uma parte, mas sim uma vida que fugiu. Ainda assim, pior que perder-te como amor, é perder-te como pessoa e é tão fácil sentir saudade. Ela é curta, mas, cria uma marca tão grande.